A expansão do mercado audiovisual está a ser visivelmente notória com toda uma panóplia de dispositivos de realidade virtual e/ou aumentada a inundar o mercado, com o suporte a ser disponibilizado em múltiplas plataformas. A Alcatel decidiu fazer a sua parte e apresentou no IFA em Berlim o Vision VR.

alcatel-vision-vr-o-futuro-e-mac-tiago-peixinhoA Realidade Virtual (VR) tem tido um forte crescimento no último ano com aplicações como o Facebook a disponibilizar a visualização de fotos e vídeos de 360º internamente. Este foi acelerado pelo facto de empresas como a nVidia estarem a reforçar as capacidades com a série 10 das suas placas gráficas permitindo assim a computação gráfica para tal função. O facto de estas gráficas estarem a ser incluídas em portáteis, maioritariamente de gaming, está a quebrar a ideia de que só seria possível jogar num desktop.

alcatel-vision-vr-side-o-futuro-e-mac-tiago-peixinhoA Sony deu o primeiro passo no que toca ao avanço para a VR começando com a realidade aumentado com o jogo EyeToy em 2003 para a PS2 e nos víamos retratados na televisão e interagíamos com o jogo através de movimentos captados pela câmara.

Com a Wii, a Nintendo tomou a sua parte ao permitir o jogadores terem os seus movimentos reconhecidos de forma mais precisa com uns comandos para cada mão e um sensor infravermelhos, o qual reconhecia e estabelecia a comunicação dos dados recolhidos pelos giroscópios nos comandos.

A Sony também fez a sua interpretação deste sistema ao desenvolver um comando, de nome Move, característico pela lâmpada LED na ponta para indicar ao sensor as posições.
Após isto o desenvolvimento da Sony gerou um tabuleiro de jogo interativo que também recorria a esta tecnologia para uma interação com o jogo mais palpável.

Façamos fastforward para 2016 e temos múltiplos headsets que permitem uma ideia do que é não só realidade aumentada como virtual, havendo jogos como o Pokémon GO da Niantic a usufruir desta tecnologia. Contudo há um problema – o jogador tem de estar fisicamente ligado à máquina para usufruto da experiência.

alcatel-vision-vr-o-futuro-e-mac-tiago-peixinhoFoi isto que Alcatel decidiu resolver ao apresentar na IFA 2016 em Berlim o Vision VR. Este headset não precisa de conexão com um smartphone ou de colocar um na estrutura do mesmo para fornecer os conteúdos visuais, ele próprio é um dispositivo independente que inclui dois ecrãs OLED de 3,8″.

Trabalhando a partir de uma bateria com uma duração de aproximadamente 3 horas, esta está integrada no interior do suporte traseiro para melhor distribuição de peso. Quanto à malta que usa óculos, não se preocupem porque há bastante espaço dentro da máscara.

alcatel-vision-vr-stand-battery-support-o-futuro-e-mac-tiago-peixinhoApesar da Alcatel não ter as bases de empresas como a Apple e a Samsung para ter um reportório de jogos de vanguarda ou filmes a sair diretamente nesta plataforma, criou um ótimo dispositivo VR.

No entanto, com a parceria criada com empresas de third-party a Alcatel prevê cerca de 100 videos optimizados  e mais de 50 jogos no momento em que o Vision VR for posto à venda.

No que toca a preço, é expectado custar entre os 499 e os 599€, o que fica próximo do valor do standard de mercado – o Oculus Rift.

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